Clayface é uma das apostas mais curiosas do novo DCU porque não parece seguir o caminho tradicional de um filme de super-herói. Em vez de focar apenas em Batman, vilões coloridos ou grandes batalhas, o projeto deve mergulhar em terror corporal, identidade e transformação física.

A proposta chama atenção porque o personagem sempre teve uma essência trágica. Basil Karlo, Matt Hagen e outras versões do vilão costumam lidar com fama, perda de identidade, deformação e a incapacidade de manter uma forma estável. Isso transforma o Clayface em um antagonista perfeito para uma história mais sombria.

O filme também é importante porque mostra que James Gunn e Peter Safran querem um DCU com gêneros diferentes. Superman representa esperança, Supergirl deve abrir o lado cósmico, Lanterns aposta em investigação, e Clayface pode ocupar o espaço do horror dentro do mesmo universo.

Se funcionar, Clayface pode provar que a DC não precisa transformar todos os seus personagens em filmes de ação parecidos. O diferencial do novo DCU pode estar justamente em deixar cada projeto ter uma identidade própria, mesmo fazendo parte de uma continuidade maior.