Nem toda pauta de hoje precisa ser uma notícia de anúncio. Uma boa curiosidade para publicar neste domingo é sobre o tom do novo DCU. Uma análise publicada hoje defende que James Gunn está acertando ao abraçar uma característica essencial da DC: seu lado estranho, exagerado e assumidamente fantástico.

Essa visão faz sentido. A DC sempre funcionou melhor quando aceita que seu universo tem de tudo: deuses, alienígenas, detetives urbanos, monstros, magia, reis submarinos, cidades fictícias e dimensões impossíveis. Tentar transformar tudo em realismo pode tirar justamente a identidade mais forte da editora.

O sucesso dessa abordagem depende de equilíbrio. Superman pode ser esperançoso e cósmico, Batman pode ser sombrio, Clayface pode flertar com terror corporal e Lanternas Verdes podem abrir caminho para ficção científica espacial. Todos esses tons podem coexistir se a identidade do universo for bem definida.

Essa é uma boa pauta de curiosidade porque explica ao público por que o DCU não precisa copiar o MCU. A força da DC está em parecer uma mitologia moderna, não apenas uma sequência de filmes conectados.