Em 24 de outubro de 2026, a Disney+ anunciou uma mudança drástica em seu plano Premium no Brasil, eliminando a transmissão em 4K UHD e os recursos de imagem HDR10 e Dolby Vision. A decisão, tomada sem comunicação prévia aos assinantes, impacta diretamente a qualidade de imagem oferecida aos usuários que optaram pelo plano mais caro, que continua custando R$ 69,90 por mês. A alteração foi confirmada na página brasileira da Disney+, onde a resolução máxima de vídeo agora é indicada como 1080p, equivalente ao plano Padrão, de R$ 49,90.
A mudança gerou grande repercussão entre a comunidade de assinantes, que se manifestaram em plataformas como o Reddit, relatando a perda dos formatos de imagem anteriormente disponíveis em seus filmes e séries. A ação da Disney+ foi rapidamente detectada pela Pipoca Moderna, que publicou a notícia na manhã de sábado, 24 de outubro. O site também apontou que a empresa está envolvida em uma disputa judicial com a InterDigital, uma empresa americana que detém patentes relacionadas à compressão e transmissão de vídeos.
A disputa entre Disney e InterDigital se intensificou em setembro de 2025, quando a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar favorável à InterDigital, acusando a Disney de utilizar tecnologias da empresa sem as devidas licenças. A decisão foi mantida em maio de 2026, conforme documentos apresentados à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A InterDigital alega que a Disney está reduzindo a qualidade do serviço em vez de adquirir as licenças necessárias. A situação se estendeu à Europa, onde outras plataformas de streaming também implementaram restrições semelhantes.
A InterDigital acusou a Disney de reduzir a qualidade do serviço em vez de adquirir licenças para suas tecnologias. A companhia também contestou a utilização do VP9, alegando que o formato emprega patentes de seu portfólio. A Disney, por sua vez, não confirmou que a disputa com a InterDigital seja a causa direta da mudança no Brasil, mas a situação global da empresa sugere que as restrições em formatos de vídeo podem estar relacionadas à resolução do conflito.
Uma jogada estratégica ou um erro de cálculo?

O impacto da mudança se estende aos assinantes que investiram no plano Premium para desfrutar da melhor qualidade de imagem possível em suas televisões 4K. A perda da resolução 4K e dos recursos HDR10 e Dolby Vision representa uma redução significativa na experiência visual, especialmente para quem aprecia filmes e séries com alta definição. A reclamação registrada no Reclame Aqui, em 22 de outubro, exemplifica a insatisfação dos consumidores com a manutenção da mensalidade integral após a perda dos recursos.
A situação levanta questões sobre o Código de Defesa do Consumidor, que prevê a restituição de valores ou o abatimento proporcional quando um serviço apresenta qualidade inferior à contratada ou diverge das condições anunciadas. Os assinantes afetados têm o direito de solicitar esclarecimentos e compensação à Disney+, e, caso necessário, podem registrar reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. A empresa ainda não anunciou nenhuma medida de ressarcimento.
A análise da situação revela uma estratégia de redução de custos por parte da Disney+ em um momento de crescente concorrência no mercado de streaming. A disputa por assinantes entre as plataformas tem pressionado as empresas a oferecerem preços mais competitivos, e a eliminação do 4K do plano Premium pode ser uma forma de atrair consumidores que buscam um plano mais acessível. Para os fãs da Marvel e da DC, essa mudança representa um revés na experiência de assistir aos títulos da Disney+ em alta qualidade.
Apesar da mudança, o Premium permanece R$ 20 mais caro que o Padrão, de R$ 49,90. Suas vantagens restantes incluem quatro reproduções simultâneas, em vez de duas, e acesso integral aos canais e eventos esportivos da ESPN. Há uma promoção temporária para novos assinantes, mas os preços regulares dos planos não foram reduzidos.
O que isso significa?
Essa mudança na Disney+ representa um ponto de inflexão para os assinantes que investiram no plano Premium, que agora recebem uma qualidade de imagem inferior ao prometido. Para os fãs da Marvel e da DC, isso significa uma experiência visual reduzida, especialmente em televisores 4K. A disputa com a InterDigital, que envolve patentes e tecnologias de compressão de vídeo, sugere que a decisão da Disney+ pode estar relacionada a questões legais e de licenciamento, e não apenas a uma estratégia de redução de custos. A empresa precisa urgentemente comunicar a mudança aos assinantes e oferecer uma solução para compensar a perda de qualidade, caso contrário, a insatisfação e as reclamações devem aumentar. A situação é um exemplo de como a concorrência no mercado de streaming pode levar a decisões controversas e impactar a experiência do usuário. A Disney+ precisa encontrar um equilíbrio entre a oferta de conteúdo de alta qualidade e a manutenção de preços competitivos, e essa mudança pode ter consequências negativas para a fidelidade dos assinantes.
Com informações de Pipoca Moderna.
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