O novo filme de Resident Evil deve seguir um caminho diferente das adaptações anteriores da franquia. Segundo o diretor Zach Cregger, conhecido por A Hora do Mal, a produção terá poucas cenas com zumbis tradicionais e dará mais espaço para criaturas deformadas pelo T-Virus.
A proposta do longa é explorar melhor o potencial de mutação do vírus, mostrando como ele pode transformar corpos humanos e criar ameaças mais variadas. Para Cregger, limitar o terror apenas aos mortos-vivos comuns seria desperdiçar uma das ideias mais fortes do universo de Resident Evil.
Uma das criaturas já comentadas pelo diretor aparece em uma sequência nos esgotos. A figura foi descrita como um ser humano gigantesco, deformado e sem pelos, com inspiração visual no livro Meridiano de Sangue. A cena também funciona como uma homenagem indireta ao Nêmesis, clássico inimigo de Resident Evil 3.
A história será inédita e não terá ligação direta com os filmes anteriores ou com os jogos. O protagonista será Bryan, um entregador médico interpretado por Austin Abrams, que precisa sobreviver durante uma noite cada vez mais assustadora e caótica.
O elenco também conta com Zach Cherry, Kali Reis e Paul Walter Hauser. O roteiro foi escrito por Zach Cregger em parceria com Shay Hatten, enquanto a produção reúne a Constantin Film e a PlayStation Productions.
Depois das críticas recebidas por Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City, a nova abordagem pode representar uma tentativa de renovar a franquia nos cinemas. Ao focar no horror biológico e nas mutações do T-Virus, o filme promete se aproximar de um lado mais grotesco e imprevisível dos games.

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